domingo, 2 de janeiro de 2011

Unicamente...

Unicamente diante de seus olhos,
minha imagem de conformidade,
que é dor de meu profundo sono,
intensidade de minha alma,
minha ilusão atroz.

Tenho-o deslizando em meu tempo,
prisioneiro de minha confissão sem voz,
do que construo porque me destrói.

O que eu diria somente a seus olhos?...
Nada diria, porque meu olhar é lunar,
é como a noite da solidão do campo,
é o intenso segredo que me rói!

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