terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Não deveriamos chorar...

Por amarmos intensamente
Por dar-mos o que de melhor temos
Por sentirmos vontade de o dizer e demonstrar.
Mas, a verdade é que,
Nem sempre temos reciprocidade no sentir
Nem na compreensão, nem na partilha
Mas, o sentimento só em si basta-nos
Enquanto a euforia dessa magia nos atordoa
Pois que quando se esvai, a solidão encarrega-se
De nos puxar os membros, a vida, a vontade de andar
De respirar, de acordar, de recomeçar...
Até que batemos numa parede invisivel
Aquela que nos sacode as certezas
As visceras, a amargura, a dor
E faz-nos sentir que chegou a hora de reagir
De sairmos do marasmo
De olharmos o dia a nascer
O sol a brilhar, a lua a transformar
A noite escura, em sonhos de fantasias
Cheia de sombras mágicas que dançam acompanhadas
De seres invisiveis que se animam
E nos convidam para entrarmos nessa mágica.
E é o que devemos fazer
Aceitar a mudança, o recomeço
De algo amistoso, tranquilo
Que nos trará sorrisos, alegrias
E que nos dará a certeza que choramos demasiado
Por algo que não valia essa sorte
Esse desespero, esse tempo imenso.
E é com maravilhosa satisfação
Que percebemos não ficarem amarguras
Não sentirmos tristezas, rancores, nem...nada.
Existem pessoas, que não deixam marcas profundas
Somente lembranças, e só as boas
Que um dia passaram á nossa beira
Que nos fizeram olhar brevemente para o seu lado.
Por isso, acredito, que existem pessoas que não merecem as nossas lágrimas.

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