quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Ausencia
De repente, no tardio da noite
Que verte estrelas em semente
Orvalham faltas inexplicáveis,
Vindas do silêncio vazio da mente
Tornando a ausência em gente.
São nostalgias de mares,
Imaginárias paisagens,
Vida que poderia ter sido,
Em outro lado e momento,
Mas que se perdeu no tempo.
E me falta mais, muito mais,
Pois falta tempo, falta alento,
Falta um murmúrio no vento
Que me traz de bem longe
O instante que me fez calar,
Sem nada conseguir entender,
Tentei no silêncio somente escutar.
E faltando tudo isto
Falta o fundamental
Que preenche este vazio
Que sinto no lugar
Que em mim deveria estar.
No meu quarto te procuro
Tacteio, vacilo e acaricio
Mas só encontro este vazio
Dando por mim, agora sozinho
Sentindo a falta do teu ventre macio,
Feito de céu com fios de linho.
Neste noite escura, já tardia
Que verte uma gota em semente
Percebi em tão pouco tempo
O que o tempo quis esquecer
Pela minha falta de ausência
Fiquei com a mágica essência
De uma lembrança latente.
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