Fica-me o som
Por entre as palavras
Esgotam-se as almas
De espíritos longínquos
Ondas de névoa
Entre labirintos
Tudo parece efémero
Nada é eterno
Fica-me o eco
Das palavras não ditas
Ventos que sopram
Entre olhares
Silêncios gritantes
Em arenas despidas.
Almas perdidas
Em universos de magia
Fica-me o silêncio
Dos gritos vibrantes
Do ser e não ser
Do tudo e do nada
Do vácuo ao infinito
Das trevas à luz
Fico eu, ficas tu
Ficamos na multidão
E talvez não fique mais nada
Que esta mera ilusão.
De em nada estar
Mas em tudo ficar.
domingo, 2 de janeiro de 2011
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