Preso em sua teia
enquanto o luar serpenteia
Enrolada nos fios de sua poesia
Enroscada nas linhas de sua fantasia
Sem reação
Sem defesa
inocente
Apenas uma presa
Que se entrega
Despida da malícia profana
Sentindo o toque de suas patas
e o leve som de suas palavras
sendo o manjar de sua mesa
deixando sugar meu sangue
até que secar minhas veias
Seu tom penetra em minha pele
neste seu verso
que entra no meu pulso
Vibro
Tento
sou atacada
os nós não se desatam
quanto mais tento
minha liberdade conquistar
emaranho-me mais
nada mais faço para escapar
e em suas teias
ei de eternamente
morar.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
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