terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Fuga

Dos altos e baixos galgados nesta longa jornada, entre etapas e desafios. Chegamos a um determinado momento crítico. As forças desreguladas em nosso interior mediante das contradições da vida, desaparecem em brandas horas de exaustão mental. Nada parece correto. O ato, a causa, se desliza do sonho, beirando a um pesadelo do triunfo que não se alcança. Parece distante a luz no fim do túnel. Os problemas pequenos tendem a serem ampliados por nós mesmos. E se no inicio já era difícil superar um obstáculo, agora fica bem pior, e mais intransponível, e mais irritante. Até um ponto que não restam perspectivas, somente desilusões.O comodismo pára o tempo.
O ócio é tremendo. Erguem-se as cortinas e a claridade mal vinda repele a visão ausente. Como encarar o medo e o mundo? Pensamentos conspiratórios completam a agenda semanal, e para escapar de todas as dores, a fuga.
Tantas são as ferramentas para tal intento. Quando nos embriagamos para apagar um lamento, ou jogamos para crer em uma vitória fútil. Quando nos deitamos nos berços menos esplêndidos e rimos das cenas mais deploráveis. Foge, quando adormece, ao ouvir uma melodia dramática, no andar sem conexão com a realidade. Nas palavras negativas a si mesmo. Fugimos para encontrar paz, e na verdade, nos aproximamos dos vícios e guerras derivadas de males nunca antes provados. Perdemos tempo, idéias. A fraqueza adoece o espírito, e no coração se fixam as cicatrizes.
Cada qual possui suas imperfeições, e qualidades. Não deixem os temores, e equívocos imporem contra o seu potencial. Que estejamos preparados para as tormentas, sem jamais retroceder em prisões passadas. Somos livres, e não precisamos regressar para aqueles cômodos, uma vez sabendo a que fim irão nos conduzir

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