domingo, 2 de janeiro de 2011

Peço-te

Peço-te, leva-me junto a ti muito devagarinho!
Vem contar-me os teus segredos bem guardados
No tempo, antes dos tempos, em baús doirados
Escondidos numa magnólia, dentro de um ninho

Protegido por luas lapidadas em vértices estrelados
E pelo frémito de estrelas aladas num céu adjacente
Ofertas de sombras de florestas de sois perfumados
Trazidos pelo arrulho das aves vindas do poente

Peço-te, pelo brilho de meus olhos que aquece!
Fica comigo para sempre, não vás, permanece!
Imploro-te, não tornes este momento dolente!

Peço-te, leva-me aos meus sonhos de criança
Traz-me de volta o enlevo daquela segurança
Recordações da infância de harmonia delirante…

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