Neste eterno suave entardecer,
respiro o luar vindo do mar
que meu ser reanima e faz viver,
com um breve suspiro de ar.
Amor! Eu te estou a perder,
sucumbo à paixão deste dia,
em troca do desejo de te quer,
nesta tarde única de magia:
teimando ser qualquer fantasia.
O ar que respiro já é pouco,
pressinto que vou enlouquecer.
Mas que importa se fico louco,
por ouvir o chegar do anoitecer,
no fôlego que ainda resiste,
de quem já não está só nem triste,
salvo pelo olhar que o está a ver.
Chamei por ti, não sei se ouviste!
este débil sopro foi pura realidade,
neste sonho de tarde de saudade.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Coisas que sinto...
Num caminho por entre a noite fria,
vi uma árvore carregada de flor,
que tentava crescer na erosão do ar,
mas com peso excessivo, de tantos gomos,
demasiado para os ramos da minha alma.
Um sentimento da fímbria onda branca,
meditando na noite que devora as páginas do mar,
sob o oceano de conchas a formar orquestra
das novas melodias de Chopin (eu as ouvi)…
Gotas borbulhantes bailando na água
que apanhei como bailarinas dançantes,
num ballet fechado em minhas mãos.
Toda a forma real e irreal incontida,
entre águas do céu feitas de vidro
é o mundo que vejo e nunca vi antes.
Um desejo que respiro mas que não escolhi.
Pedi a Isthar para procurar por mim o céu,
que traça as prosas e versos entre um mar de rosas,
que crescem em águas azuis, por entre espinhos.
Definindo e traçando um outro caminho
Até às nuvens que já suspiram a canção de “benvindo”.
vi uma árvore carregada de flor,
que tentava crescer na erosão do ar,
mas com peso excessivo, de tantos gomos,
demasiado para os ramos da minha alma.
Um sentimento da fímbria onda branca,
meditando na noite que devora as páginas do mar,
sob o oceano de conchas a formar orquestra
das novas melodias de Chopin (eu as ouvi)…
Gotas borbulhantes bailando na água
que apanhei como bailarinas dançantes,
num ballet fechado em minhas mãos.
Toda a forma real e irreal incontida,
entre águas do céu feitas de vidro
é o mundo que vejo e nunca vi antes.
Um desejo que respiro mas que não escolhi.
Pedi a Isthar para procurar por mim o céu,
que traça as prosas e versos entre um mar de rosas,
que crescem em águas azuis, por entre espinhos.
Definindo e traçando um outro caminho
Até às nuvens que já suspiram a canção de “benvindo”.
Eu posso...
Posso inventar,recriar,sentir...
Até posso processar o som que se foi...
O sorriso que marcou.
Posso sentir na saudade a presença viva.
A imortalidade tocante.
Posso inventar vozes,confundir corpos...
Diminuir distâncias...
Posso tocar, brincar de faz de conta, rir ,chorar...
Posso.
Até posso processar o som que se foi...
O sorriso que marcou.
Posso sentir na saudade a presença viva.
A imortalidade tocante.
Posso inventar vozes,confundir corpos...
Diminuir distâncias...
Posso tocar, brincar de faz de conta, rir ,chorar...
Posso.
O Tesouro
Nesta noite fria mergulhei
Nas profundas águas de cristal
E desapareci no fundo do mar
Num afago de brisa transparente
Fui levado por mares e correntes
Até ao reflexo do um rosto perdido
(o mais belo de todos os encantos)
Explorei por cada canto o náufrago navio
Feito dos ramos de amendoeiras em flor
(Das mão de um pirata mouro
Que um dia se enamorou por uma princesa de neve)
Levado pelos peixes com asas de borboleta,
Encontrei um espelho de diamantes negros
Ornado de algas verdes e medusas brancas.
E… fez-se silêncio… caiu a respiração… o coração parou…!
Fui assaltado pelo azul do mar, quando enlevado fiquei,
Paralisado no reflexo de dois olhos,
Ora grandes, ora pequenos!
Mudavam em instantes: verdes, castanhos, azuis, negros…!
A rir ou a chorar eles estavam sempre a brilhar.
Eram jóias do tesouro já há muito perdido
Mistérios e segredos escondidos no evo
Resguardados pelas imensa luas, sóis e estrelas,
Adormecidos em cada noite pelo canto das sereias.
Noite após noite, dia após dia, tempestades e bonanças,
Deuses nos mares séculos andaram embarcados
Num desespero demente e inquieto para o descobrir
Rendidos à fatiga, desistiram de o procurar
E, porquê eu? Porque tive eu de o encontrar?
Eu que sou um simples pescador neste mar!
Encontrei no oceano duas gotas de água,
O tesouro onde tudo acaba e o amor se forma,
Escrito na areia branca em pétalas de rosa.
Nas profundas águas de cristal
E desapareci no fundo do mar
Num afago de brisa transparente
Fui levado por mares e correntes
Até ao reflexo do um rosto perdido
(o mais belo de todos os encantos)
Explorei por cada canto o náufrago navio
Feito dos ramos de amendoeiras em flor
(Das mão de um pirata mouro
Que um dia se enamorou por uma princesa de neve)
Levado pelos peixes com asas de borboleta,
Encontrei um espelho de diamantes negros
Ornado de algas verdes e medusas brancas.
E… fez-se silêncio… caiu a respiração… o coração parou…!
Fui assaltado pelo azul do mar, quando enlevado fiquei,
Paralisado no reflexo de dois olhos,
Ora grandes, ora pequenos!
Mudavam em instantes: verdes, castanhos, azuis, negros…!
A rir ou a chorar eles estavam sempre a brilhar.
Eram jóias do tesouro já há muito perdido
Mistérios e segredos escondidos no evo
Resguardados pelas imensa luas, sóis e estrelas,
Adormecidos em cada noite pelo canto das sereias.
Noite após noite, dia após dia, tempestades e bonanças,
Deuses nos mares séculos andaram embarcados
Num desespero demente e inquieto para o descobrir
Rendidos à fatiga, desistiram de o procurar
E, porquê eu? Porque tive eu de o encontrar?
Eu que sou um simples pescador neste mar!
Encontrei no oceano duas gotas de água,
O tesouro onde tudo acaba e o amor se forma,
Escrito na areia branca em pétalas de rosa.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Sem palavras sobre mim
Onde poderei começar,
meu sentimento contar?
Que palavras vos direi?
Escreve-las agora não sei.
O sentido das palavras
de mim eu me desavim,
não as deixo sair das larvas,
podendo me vingar assim.
Queixar-me agora não sei,
seria tudo mal contado
- tudo o que antes pensei,
no silêncio foi levado.
É certo este meu fim,
a parte alguma irei,
a caneta foge de mim.
Onde será que errei?
Não sei o quê - ou quem é
causador de tudo isto,
talvez a minha falta de fé
nas palavras que não avisto.
Não ficou palavra alguma
desta vez para escrever
irei acabar só com uma,
não se pode ler – nem ver.
meu sentimento contar?
Que palavras vos direi?
Escreve-las agora não sei.
O sentido das palavras
de mim eu me desavim,
não as deixo sair das larvas,
podendo me vingar assim.
Queixar-me agora não sei,
seria tudo mal contado
- tudo o que antes pensei,
no silêncio foi levado.
É certo este meu fim,
a parte alguma irei,
a caneta foge de mim.
Onde será que errei?
Não sei o quê - ou quem é
causador de tudo isto,
talvez a minha falta de fé
nas palavras que não avisto.
Não ficou palavra alguma
desta vez para escrever
irei acabar só com uma,
não se pode ler – nem ver.
Vida & Pilatos
Confessei
à vida,
neste sagrado dia,
as vezes que
a vida
me enganou.
Pedi-lhe
que devolvesse
a vida que
ela me tramou.
Mas, nada
convencida,
a vida não pagou
o tudo
que me roubou.
A vida,
como Pilatos,
as mãos lavou,
e com argumento
julgou:
- A vida
que deixei vivida,
jamais
alguém enganou.
A todos dei
a vida certa.
Cada um,
a sua lei,
livremente,
escolheu
e consigo a levou.
Foi condenado
à morte
tudo o que deixei
de viver.
À vida,
pedi-lhe perdão,
perante os factos,
obteve a razão,
mas Pilatos, não teve,
NÃO.
à vida,
neste sagrado dia,
as vezes que
a vida
me enganou.
Pedi-lhe
que devolvesse
a vida que
ela me tramou.
Mas, nada
convencida,
a vida não pagou
o tudo
que me roubou.
A vida,
como Pilatos,
as mãos lavou,
e com argumento
julgou:
- A vida
que deixei vivida,
jamais
alguém enganou.
A todos dei
a vida certa.
Cada um,
a sua lei,
livremente,
escolheu
e consigo a levou.
Foi condenado
à morte
tudo o que deixei
de viver.
À vida,
pedi-lhe perdão,
perante os factos,
obteve a razão,
mas Pilatos, não teve,
NÃO.
De sentir falta...
Eu acho que eu não sei segurar a felicidade nas mãos, eu deixo os dedos entre abertos, pra que ela escape...
Me sinto triste e sozinha...e fazia muito tempo que eu não me sentia assim, eu sinto falta do que antes, me era natural, sinto saudade de algo que eu achei que não iria acabar.
De fato é difícil ser forte,é pesado... Não vou dizer que a vida é injusta, mas ela é uma carrasca que se diverte com seus marionetes, como pode uma coisa insistir em ser, de repente não fazer mais parte... eu sinto falta de dizer....eu sinto falta de ouvir... quem diria que faria falta.
Me sinto triste e sozinha...e fazia muito tempo que eu não me sentia assim, eu sinto falta do que antes, me era natural, sinto saudade de algo que eu achei que não iria acabar.
De fato é difícil ser forte,é pesado... Não vou dizer que a vida é injusta, mas ela é uma carrasca que se diverte com seus marionetes, como pode uma coisa insistir em ser, de repente não fazer mais parte... eu sinto falta de dizer....eu sinto falta de ouvir... quem diria que faria falta.
Sorry...
Desculpe-me por ter te magoado,não sei fazer nada direito,é que eu sou um desastrado.
Vou tentar novamente te reconquistar,sei que vai ser difícil,mas não custa nada tentar.
Se derme outra chance não vai se arrepender,nunca vou magoar as pessoas,muito menos você.
Aprendi a lição quando deixaste de me amar,agora arrependidamente eu juro,nunca vou te magoar.
Vou tentar novamente te reconquistar,sei que vai ser difícil,mas não custa nada tentar.
Se derme outra chance não vai se arrepender,nunca vou magoar as pessoas,muito menos você.
Aprendi a lição quando deixaste de me amar,agora arrependidamente eu juro,nunca vou te magoar.
As horas do Tempo
As horas do tempo do meu sentir
Correm no meu velho relógio de parede
Levando consigo parte da minha vida
O tempo ficou sem tempo
E deu lugar ao silêncio
Que nas folhas das arvores escreveu
A vida que me aconteceu…
Hoje o tempo trouxe o vento,
E voando deixei a minha vida…
Correm no meu velho relógio de parede
Levando consigo parte da minha vida
O tempo ficou sem tempo
E deu lugar ao silêncio
Que nas folhas das arvores escreveu
A vida que me aconteceu…
Hoje o tempo trouxe o vento,
E voando deixei a minha vida…
O Último sabado do mês
Manhã de sábado
Manhã de praça
Manhã de compras
Ó freguesa, não vai um cheirinho?
Manhã de luz de Setembro
Manhã das coisas que me lembro
Manhã de acordar ao relento
Ó freguês, não vai um cafezinho?
Manhã de orvalho
Manhã de gotas suadas
Manhã de sinfonias,
a soarem de galho em galho
Ó fregueses,
Manhã de praça
Manhã de compras
Ó freguesa, não vai um cheirinho?
Manhã de luz de Setembro
Manhã das coisas que me lembro
Manhã de acordar ao relento
Ó freguês, não vai um cafezinho?
Manhã de orvalho
Manhã de gotas suadas
Manhã de sinfonias,
a soarem de galho em galho
Ó fregueses,
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Apenas hoje
Hoje apenas queria sentir a leveza
De um anjo a penetrar o meu rosto,
Para tirar de mim toda esta incerteza
Da vida que resguardo sem gosto.
Pedir-lhe-ia o pecado da leviandade:
Que só por um dia me deixasse ser eu
Com a vida que de mim se escondeu,
Atrás da minha alma sem claridade.
De um anjo a penetrar o meu rosto,
Para tirar de mim toda esta incerteza
Da vida que resguardo sem gosto.
Pedir-lhe-ia o pecado da leviandade:
Que só por um dia me deixasse ser eu
Com a vida que de mim se escondeu,
Atrás da minha alma sem claridade.
Escrevo-te isso tudo
Escrevo-te a sentir tudo isto...
e num instante de maior lucidez poderia ser o rio
as cabras escondendo o delicado tilintar dos guizos
nos sais de prata da fotografia
poderia erguer-me como o castanheiro dos contos
sussurrados junto ao fogo e deambular trémulo com as aves
ou acompanhar a sulfurica borboleta revelando-se
na saliva dos lábios
poderia imitar aquele pastor
ou confundir-me com o sonho de cidade
que a pouco e pouco
morde a sua imobilidade.....
-
...habito neste país de água por engano
são-me necessárias imagens , radiografias de ossos
rostos desfocados
mãos sobre corpos impressos no papel e nos espelhos
repara.....
nada mais possuo
a não ser este recado que hoje segue manchado
de finos bagos de romã repara....
como o coração de papel amareleceu no esquecimento
de te amar.....
e num instante de maior lucidez poderia ser o rio
as cabras escondendo o delicado tilintar dos guizos
nos sais de prata da fotografia
poderia erguer-me como o castanheiro dos contos
sussurrados junto ao fogo e deambular trémulo com as aves
ou acompanhar a sulfurica borboleta revelando-se
na saliva dos lábios
poderia imitar aquele pastor
ou confundir-me com o sonho de cidade
que a pouco e pouco
morde a sua imobilidade.....
-
...habito neste país de água por engano
são-me necessárias imagens , radiografias de ossos
rostos desfocados
mãos sobre corpos impressos no papel e nos espelhos
repara.....
nada mais possuo
a não ser este recado que hoje segue manchado
de finos bagos de romã repara....
como o coração de papel amareleceu no esquecimento
de te amar.....
Sen(TI)
Senti-te de novo
Trouxeste o amor contigo.
Eu deixei mais uma vez de existir
Porque senti a pureza daquele afecto,
levado no pecado de olhar teus seios
opulentos
Querendo esmagá-los entre abraços
e beber o néctar dos teus lábios
Sen(ti)
e os sentidos não mentem,
falam com o coração
através de um grito de emoção
Deixei-te
e fiquei para mim pensando
a pureza não existe
será que eu existo em ti?
O retorno é um equívoco da imaginação
é a ausência de cada um de nós
dentro de cada uma das nossas almas
Este encontro devolveu-me as palavras
não ditas
do passado de fogosa beleza
de musica excessiva dos corpos
Mas neste estonteante
segredo do passado
Eu já acabei perdendo
se não ponho o corpo neste chão
vou acabar por perder meu coração.
Trouxeste o amor contigo.
Eu deixei mais uma vez de existir
Porque senti a pureza daquele afecto,
levado no pecado de olhar teus seios
opulentos
Querendo esmagá-los entre abraços
e beber o néctar dos teus lábios
Sen(ti)
e os sentidos não mentem,
falam com o coração
através de um grito de emoção
Deixei-te
e fiquei para mim pensando
a pureza não existe
será que eu existo em ti?
O retorno é um equívoco da imaginação
é a ausência de cada um de nós
dentro de cada uma das nossas almas
Este encontro devolveu-me as palavras
não ditas
do passado de fogosa beleza
de musica excessiva dos corpos
Mas neste estonteante
segredo do passado
Eu já acabei perdendo
se não ponho o corpo neste chão
vou acabar por perder meu coração.
Liberdade para sentir
As palavras que me fogem
pela força da razão
são palavras que se esgotam
em complexa solidão.
Se as oculto ou asfixio,
pelo poder que me cabe
na verdade, medito à porta
que outrora fechada, se abre...
Eu não arrisco nesta história
que é tão minha, e é tão tua
nem trago sombras, na memória
do tempo em que vivi na rua...
Mesmo que viva num sonho
ninguém me impede de voar
os meus gritos são desabafos
que preciso de soltar.
Luto pela harmonia dos seres
em liberdade, no pensamento
do corpo, liberto a alma
da voz, o conhecimento.
Aprendo a vida a cada instante
com respeito e devoção
não me evita no entanto
de cair em tentação.
Não tenho asas de sonho
nem corpo de mulher fatal
tenho a vontade no peito
e um querer tão normal.
Mas na hora, da livre consciência
e de agir, em desvantagem
valem-me os gritos emudecidos
não pela honra, mas por coragem.
Não sou melhor que ninguém
nem pior que a maior parte
do ódio, nem o desprezo guardo
Mas ao amor, transformo em arte.
Estas são as palavras que tenho
e pouco mais, posso deixar
é a liberdade que transmito
não sentiste? pois...Azar!
Coragem
pela força da razão
são palavras que se esgotam
em complexa solidão.
Se as oculto ou asfixio,
pelo poder que me cabe
na verdade, medito à porta
que outrora fechada, se abre...
Eu não arrisco nesta história
que é tão minha, e é tão tua
nem trago sombras, na memória
do tempo em que vivi na rua...
Mesmo que viva num sonho
ninguém me impede de voar
os meus gritos são desabafos
que preciso de soltar.
Luto pela harmonia dos seres
em liberdade, no pensamento
do corpo, liberto a alma
da voz, o conhecimento.
Aprendo a vida a cada instante
com respeito e devoção
não me evita no entanto
de cair em tentação.
Não tenho asas de sonho
nem corpo de mulher fatal
tenho a vontade no peito
e um querer tão normal.
Mas na hora, da livre consciência
e de agir, em desvantagem
valem-me os gritos emudecidos
não pela honra, mas por coragem.
Não sou melhor que ninguém
nem pior que a maior parte
do ódio, nem o desprezo guardo
Mas ao amor, transformo em arte.
Estas são as palavras que tenho
e pouco mais, posso deixar
é a liberdade que transmito
não sentiste? pois...Azar!
Coragem
O que estou sentindo
Em cada momento da minha vida
Pintei tempestades do olhar que respiro
A chuva que cai agora já não faz sentido
Reclamo as gotas de água feitas de fogo
Que queimaram e molharam o meu telhado de papel
Trespassando as paredes densas do meu coração
Inundando as veias do meu corpo difundo no céu
Só o vento é capaz de ter a consistência plena
Para me proteger da alma que me vem amedrontando.
Pintei tempestades do olhar que respiro
A chuva que cai agora já não faz sentido
Reclamo as gotas de água feitas de fogo
Que queimaram e molharam o meu telhado de papel
Trespassando as paredes densas do meu coração
Inundando as veias do meu corpo difundo no céu
Só o vento é capaz de ter a consistência plena
Para me proteger da alma que me vem amedrontando.
Viva chama
A tua língua
Fogo em chama...
Que com teus
Lábios vermelhos
Me incendeias...
É fogo
Que arde
Em mim e derrama...
A minha poesia
Que corre nas veias!
E neles pousam
Os meus beijos...
Saciando
Minha amorosa fúria...
Num delírio
Supremo de desejos...
Se difundindo
Em extasiada luxúria!
Fogo em chama...
Que com teus
Lábios vermelhos
Me incendeias...
É fogo
Que arde
Em mim e derrama...
A minha poesia
Que corre nas veias!
E neles pousam
Os meus beijos...
Saciando
Minha amorosa fúria...
Num delírio
Supremo de desejos...
Se difundindo
Em extasiada luxúria!
Boneca de porcelana
Boneca de Porcelana
Um pouco selvagem
Quando a paixão a consome.
Sorriso sensual, olhar penetrante.
Boneca de porcelana
Carinhosa, doce e frágil,
Espreguiça-se, vezes sem conta
Na cama, antes de se levantar.
Boneca de porcelana,
Entre lençóis de cetim.
Espreguiça-se e chama
Vezes sem conta, e ama.
Boneca de porcelana.
Cada vez que se a olha
Podemos senti-la suplicar:
- Depressa, não percas tempo,
Vem para os meus belos encantos.
Meiga, mas também traiçoeira,
Como as felinas selvagens.
Amável, querida e gostosa,
Tão ardente e voluptuosa!
Boneca de porcelana.
Até os deuses adormecidos,
Ao seu convite para amar
São capazes de acordar.
Amor que faz com requinte
No consolo de cada segundo,
Goza, cada carícia feita
Na sua delicada pele,
Meigos e suaves toques
De uns dedos experimentados
Que nem pouco deixam rastos
Das suas de impressões digitais,
Ouve-se o êxtase dos gritos e gemidos,
De um corpo em estado de choque,
De consecutivas contracções.
Boneca de porcelana.
Os seus lábios, levam fogo
Até ao limite do incontrolável.
(Será que existe esse limite?)
Vulcão, em constante erupção,
Contorcendo-se em espasmos sucessivos
De tantos prazeres loucos.
De uma paixão que vive selvagem
Numa selva de leito encanto
Feita de plantas de algodão
Onde o alimento é o desejo latente
Em cada canto do teu quarto.
Um pouco selvagem
Quando a paixão a consome.
Sorriso sensual, olhar penetrante.
Boneca de porcelana
Carinhosa, doce e frágil,
Espreguiça-se, vezes sem conta
Na cama, antes de se levantar.
Boneca de porcelana,
Entre lençóis de cetim.
Espreguiça-se e chama
Vezes sem conta, e ama.
Boneca de porcelana.
Cada vez que se a olha
Podemos senti-la suplicar:
- Depressa, não percas tempo,
Vem para os meus belos encantos.
Meiga, mas também traiçoeira,
Como as felinas selvagens.
Amável, querida e gostosa,
Tão ardente e voluptuosa!
Boneca de porcelana.
Até os deuses adormecidos,
Ao seu convite para amar
São capazes de acordar.
Amor que faz com requinte
No consolo de cada segundo,
Goza, cada carícia feita
Na sua delicada pele,
Meigos e suaves toques
De uns dedos experimentados
Que nem pouco deixam rastos
Das suas de impressões digitais,
Ouve-se o êxtase dos gritos e gemidos,
De um corpo em estado de choque,
De consecutivas contracções.
Boneca de porcelana.
Os seus lábios, levam fogo
Até ao limite do incontrolável.
(Será que existe esse limite?)
Vulcão, em constante erupção,
Contorcendo-se em espasmos sucessivos
De tantos prazeres loucos.
De uma paixão que vive selvagem
Numa selva de leito encanto
Feita de plantas de algodão
Onde o alimento é o desejo latente
Em cada canto do teu quarto.
Brilhe
Sentir medo é não acreditar na perfeição da vida.
É deixar que sombras intrusas ofusquem a luz que ilumina cada um dos seus passos, cada um dos seus atos. Sentir medo é perder a fé; a fé em si mesmo.
É abrir mão de seu direito de dirigir seu próprio destino, deixando que circunstâncias externas determinem suas atitudes, porque quem se entregou ao medo se acovarda diante do inesperado.
Quando o medo ameaçar invadir seu coração ou sua mente, impeça-lhe a entrada.
Fortaleça sua autoconfiança e você verá que o medo se dissipará como nuvem soprada pelo vento. Envolva-se de luz, pois aonde habita a luz não sobra espaço para a sombra.
E o medo nada mais é do que uma sombra tentando encobrir a luz que emana de você.
Você é parte da luz que ilumina o universo.
Brilhe!
Sómente a Luz que vem do Criador será capaz de dissipar as trevas que assolam os corações dos humanos encautos. Oremos e vijiemos por um MUNDO MELHOR.
É deixar que sombras intrusas ofusquem a luz que ilumina cada um dos seus passos, cada um dos seus atos. Sentir medo é perder a fé; a fé em si mesmo.
É abrir mão de seu direito de dirigir seu próprio destino, deixando que circunstâncias externas determinem suas atitudes, porque quem se entregou ao medo se acovarda diante do inesperado.
Quando o medo ameaçar invadir seu coração ou sua mente, impeça-lhe a entrada.
Fortaleça sua autoconfiança e você verá que o medo se dissipará como nuvem soprada pelo vento. Envolva-se de luz, pois aonde habita a luz não sobra espaço para a sombra.
E o medo nada mais é do que uma sombra tentando encobrir a luz que emana de você.
Você é parte da luz que ilumina o universo.
Brilhe!
Sómente a Luz que vem do Criador será capaz de dissipar as trevas que assolam os corações dos humanos encautos. Oremos e vijiemos por um MUNDO MELHOR.
Insanidade
Eu me sentia enlouquecido por ele, pelo gosto da sua pele, urgência de suas mãos. Sob os pálidos respingos do luar que penetrava através do vidro, o corpo dele parecia sobrenatural e misterioso, mármore branco eroticamente aquecido, quente ao toque e rebrilhando com o saudável suor daquele momento de lascívia. Quando ele enterrou os dentes no meu pescoço , era como estar se alimentando. Sua boca era selvagem, e o corpo dele se precipitava de encontro ao meu. Eu gritei quando os dedos dele me levaram de modo suave para além da beira do abismo onde dois meninos podem se amar livremente!!!!
O meu destino é andar sozinho
Esperar no tempo os nossos destinos
Não olhar pra trás, esperar a paz
O que me traz
A ausência do seu olhar
Traz nas asas um novo dia
Me ensina a caminhar
Mesmo eu sendo menino aprendi
Oh meu Deus me traz de volta essa menina
Porque tudo que eu tenho é o seu amor
João de Barro eu te entendo agora
Por favor me ensine como guardar meu amor
Não olhar pra trás, esperar a paz
O que me traz
A ausência do seu olhar
Traz nas asas um novo dia
Me ensina a caminhar
Mesmo eu sendo menino aprendi
Oh meu Deus me traz de volta essa menina
Porque tudo que eu tenho é o seu amor
João de Barro eu te entendo agora
Por favor me ensine como guardar meu amor
sábado, 25 de dezembro de 2010
...
Incinerado
Mate este amor...
incinere-o sem lamentos
nas chamas do fogo ardente
até se tornarem cinzas todo este
sentimento.
Lance as cinzas nos quatro cantos do vento,
para serem levadas na leveza dos pensamentos.
Serão cinzas do amor incinerado, nem preces nem
milagres o trará ressuscitado.
Amor renegado, veio do pó e ao pó será retornado.
Não rogue por mim, nem por este amor incinerado,
queime-o no fogo dos seus atos, que
estarei livre, espalhando as cinzas do passado,
livre como os pássaros...
livre como vento...
Não será eternizado.
Mate este amor...
incinere-o sem lamentos
nas chamas do fogo ardente
até se tornarem cinzas todo este
sentimento.
Lance as cinzas nos quatro cantos do vento,
para serem levadas na leveza dos pensamentos.
Serão cinzas do amor incinerado, nem preces nem
milagres o trará ressuscitado.
Amor renegado, veio do pó e ao pó será retornado.
Não rogue por mim, nem por este amor incinerado,
queime-o no fogo dos seus atos, que
estarei livre, espalhando as cinzas do passado,
livre como os pássaros...
livre como vento...
Não será eternizado.
...
Quão néscio é temer seus próprios sentimentos?
Eu temo…
Temo sentir, porque, quando o faço
É com tanta intensidade, tanto ardor
Que o meu sôfrego coração
Enfarta o sobrecarregado miocárdio…
Não quero sentir. Não quero!
Não quero chorar o bêbado abandonado na rua
O amigo preso a uma vácua existência
A mãe violada por suas próprias alucinações
O pai ausente, deliberadamente displicente
O fracasso, cavado debaixo dos meus pés
O chão, que se me ausenta e arrebenta
A solidão ao sentir que sinto só
A desmotivação ao saber que vou sentir, querendo ou não.
Não quero sentir.
Porque o que se sente, raramente é bom.
É frio, cruel, dissimulado e faz-me impotente.
Meu sentir é um agente dissociado de mim
E somos um.
E quem manda aqui não sou eu.
Eu temo…
Temo sentir, porque, quando o faço
É com tanta intensidade, tanto ardor
Que o meu sôfrego coração
Enfarta o sobrecarregado miocárdio…
Não quero sentir. Não quero!
Não quero chorar o bêbado abandonado na rua
O amigo preso a uma vácua existência
A mãe violada por suas próprias alucinações
O pai ausente, deliberadamente displicente
O fracasso, cavado debaixo dos meus pés
O chão, que se me ausenta e arrebenta
A solidão ao sentir que sinto só
A desmotivação ao saber que vou sentir, querendo ou não.
Não quero sentir.
Porque o que se sente, raramente é bom.
É frio, cruel, dissimulado e faz-me impotente.
Meu sentir é um agente dissociado de mim
E somos um.
E quem manda aqui não sou eu.
O amor e o ódio
Que fazer?
É vê-lo partir de repente
E ter que segurar a emoção
E ter que calar toda razão
Ficar maltratando o coração
Tirando-o da minha mente...
Odeio, mas como amo!
Beijo, mas que repulsa!
Nos escombros, que crueldade!
Sentir tanto amor de verdade
Sentindo ódio, com felicidade...
Um ódio tamanho que beijo
Este amor desesperado
Um amor com jeito de coitado
Este meu amor abençoado
É um ódio de amor, apaixonado...
Que bom transformar água em vinho
Tirar todas as mágoas e espinhos
Transformando as mazelas da vida
Deitar e dormir a noite sentida
Nos braços do amor, adormecida...
Que bom estreitar-me em seus braços
Nos carinhos, nos seus mormaços
Que alentam os meus fracassos
Tão bom sentir em anseios
Cochilando amor em meus devaneios...
Aperto seu peito com mágoa
Beijo seu carinho que deságua
No mar do meu desespero
Nas ondas dos meus apelos
Amor e ódio, como sabê-lo?...
Bom demais as juras sussurradas
São de paixão tão bem faladas
Criam promessas nos meus desejos
Que bom ter você e os seus beijos
Seus afagos tão descontrolados...
Amar e odiar no capricho
São máscaras sorrindo ódio
São semblantes puros de amor
Quanto mais sinto o temor
Mais amo você, que horror!...
Não sei mais se odeio
Ou se amo demais
Meu peito é meu anseio
Sua vida, meu esteio
No ódio, meus devaneios...
É vê-lo partir de repente
E ter que segurar a emoção
E ter que calar toda razão
Ficar maltratando o coração
Tirando-o da minha mente...
Odeio, mas como amo!
Beijo, mas que repulsa!
Nos escombros, que crueldade!
Sentir tanto amor de verdade
Sentindo ódio, com felicidade...
Um ódio tamanho que beijo
Este amor desesperado
Um amor com jeito de coitado
Este meu amor abençoado
É um ódio de amor, apaixonado...
Que bom transformar água em vinho
Tirar todas as mágoas e espinhos
Transformando as mazelas da vida
Deitar e dormir a noite sentida
Nos braços do amor, adormecida...
Que bom estreitar-me em seus braços
Nos carinhos, nos seus mormaços
Que alentam os meus fracassos
Tão bom sentir em anseios
Cochilando amor em meus devaneios...
Aperto seu peito com mágoa
Beijo seu carinho que deságua
No mar do meu desespero
Nas ondas dos meus apelos
Amor e ódio, como sabê-lo?...
Bom demais as juras sussurradas
São de paixão tão bem faladas
Criam promessas nos meus desejos
Que bom ter você e os seus beijos
Seus afagos tão descontrolados...
Amar e odiar no capricho
São máscaras sorrindo ódio
São semblantes puros de amor
Quanto mais sinto o temor
Mais amo você, que horror!...
Não sei mais se odeio
Ou se amo demais
Meu peito é meu anseio
Sua vida, meu esteio
No ódio, meus devaneios...
...
O que é o medo? O que é sentir medo?
Muitas pessoas dizem que não têm medo de nada, mas isso é uma inverdade.
Todos nós temos medo de alguma coisa, todos receamos que aconteça algo!
Podemos sentir medo de variadíssimas coisas, medo de algo «físico», como de pessoas ou animais, ou medo do escuro, que é meramente psicológico.
Mas, há aquelas pessoas que têm medo de agir… medo de fazer alguma coisa, porque têm medo do que podem pensar delas.
Eu, também tenho os meus medos. E tenho medo de fazer certas e determinadas coisas, ou até mesmo de dizer algo.. Esse meu medo existe porque eu importo-me, mesmo não querendo, com o que os outros pensam, e isso acaba por me afectar.
Mas, o que eu mais queria, era ficar indiferente ao que os outros dizem e pensam, porque isso não me leva a lado nenhum.
Nós devemos fazer as coisas como queremos que elas sejam feitas, e não porque achamos que é a melhor maneira.
É isso mesmo!!!
Devemos fazer o que queremos, e ultrapassar os nossos medos, pois eles não se importam connosco.
Ultrapassar os medos é um dos passos para que possamos agir em prol da nossa Felicidade!
Muitas pessoas dizem que não têm medo de nada, mas isso é uma inverdade.
Todos nós temos medo de alguma coisa, todos receamos que aconteça algo!
Podemos sentir medo de variadíssimas coisas, medo de algo «físico», como de pessoas ou animais, ou medo do escuro, que é meramente psicológico.
Mas, há aquelas pessoas que têm medo de agir… medo de fazer alguma coisa, porque têm medo do que podem pensar delas.
Eu, também tenho os meus medos. E tenho medo de fazer certas e determinadas coisas, ou até mesmo de dizer algo.. Esse meu medo existe porque eu importo-me, mesmo não querendo, com o que os outros pensam, e isso acaba por me afectar.
Mas, o que eu mais queria, era ficar indiferente ao que os outros dizem e pensam, porque isso não me leva a lado nenhum.
Nós devemos fazer as coisas como queremos que elas sejam feitas, e não porque achamos que é a melhor maneira.
É isso mesmo!!!
Devemos fazer o que queremos, e ultrapassar os nossos medos, pois eles não se importam connosco.
Ultrapassar os medos é um dos passos para que possamos agir em prol da nossa Felicidade!
... sentir sua falta!!!
Sentir a falta de ti
do teu olhar
do teu cheiro
Sentir a falta de ti
nos meus braços
no meu colo
Sentir a falta de mim
no que eu sou
do teu lado amor
Sentir a falta de mim
do meu sorriso
daquele momento quando estou contigo
Sentir a falta...
De ti...
De mim...
Sentir a falta de nós,
Quando nos tornamos um só
Nós num silêncio qualquer
Sentir a falta de nós
quando nos olhamos
quando nos beijamos
quando eu e tu
tu e eu...
Sentir a falta!
Sim eu sinto...
do teu olhar
do teu cheiro
Sentir a falta de ti
nos meus braços
no meu colo
Sentir a falta de mim
no que eu sou
do teu lado amor
Sentir a falta de mim
do meu sorriso
daquele momento quando estou contigo
Sentir a falta...
De ti...
De mim...
Sentir a falta de nós,
Quando nos tornamos um só
Nós num silêncio qualquer
Sentir a falta de nós
quando nos olhamos
quando nos beijamos
quando eu e tu
tu e eu...
Sentir a falta!
Sim eu sinto...
Medo...
Medo…
Nunca imaginei sentir medo de ser forte…
Medo de que Deus continue achando que sou forte e me capacitando para desafios e provas dolorosas…
A Deus quero dizer… que sou frágil… frágil demais!!!
Sempre quis ter um colo e um ombro para poder chorar e me acalmar… por não ter… é que as vezes acabo não conseguindo dar…
Sempre quis viver intensamente… por não conseguir… acabo querendo viver tudo ao mesmo tempo sem a devida intensidade…
Sempre segui em frente… pena que sempre andei muito rápido sem prestar atenção na paisagem…
Sempre plantei determinação… Porém nunca consegui cultivá-la em mim…
Sempre quis que cuidassem de mim… por esse motivo, tento poupar aqueles que amo…
Deus…
O Senhor me conhece…
Sabe das minhas virtudes e defeitos…
Só o Senhor pode me julgar…
Deus…
Meu medo é de ver as pessoas que amo sofrerem…
Não me importo em sofrer… Desde que esse sofrimento seja meu…
Tenho medo de ver as pessoas que amo sofrerem…
Deus…
Nunca imaginei sentir medo de ser forte…
Medo de que Deus continue achando que sou forte e me capacitando para desafios e provas dolorosas…
A Deus quero dizer… que sou frágil… frágil demais!!!
Sempre quis ter um colo e um ombro para poder chorar e me acalmar… por não ter… é que as vezes acabo não conseguindo dar…
Sempre quis viver intensamente… por não conseguir… acabo querendo viver tudo ao mesmo tempo sem a devida intensidade…
Sempre segui em frente… pena que sempre andei muito rápido sem prestar atenção na paisagem…
Sempre plantei determinação… Porém nunca consegui cultivá-la em mim…
Sempre quis que cuidassem de mim… por esse motivo, tento poupar aqueles que amo…
Deus…
O Senhor me conhece…
Sabe das minhas virtudes e defeitos…
Só o Senhor pode me julgar…
Deus…
Meu medo é de ver as pessoas que amo sofrerem…
Não me importo em sofrer… Desde que esse sofrimento seja meu…
Tenho medo de ver as pessoas que amo sofrerem…
Deus…
Até onde a vida é bela?
Até onde a vida é bela?
Hoje eu escrevo
Hoje eu vou escrever
Um simples poema.
Para amantes do amor
De alma bem pequena.
Para quem sabe amar
Sem sentir dor.
E para o mesmo desiludido
Que condena o amor.
Sãos esses os mesmos
Anjos do céu eterno.
Tementes da vida e de
Seu interior inferno.
E por isso hoje eu digo
E falo desses conceitos.
Eu também amo, porém não.
É tudo que há no meu peito.
Mas o amor é tão belo
E tão radiante é o amar.
Seria lindo pra mim também
Mas há o desejo de se rebelar.
Hoje necessito falar disso
Que deve ser mudado.
Ou jamais escreveria e
Manteria meu peito calado.
Hoje eu escrevo
Hoje eu vou escrever
Um simples poema.
Para amantes do amor
De alma bem pequena.
Para quem sabe amar
Sem sentir dor.
E para o mesmo desiludido
Que condena o amor.
Sãos esses os mesmos
Anjos do céu eterno.
Tementes da vida e de
Seu interior inferno.
E por isso hoje eu digo
E falo desses conceitos.
Eu também amo, porém não.
É tudo que há no meu peito.
Mas o amor é tão belo
E tão radiante é o amar.
Seria lindo pra mim também
Mas há o desejo de se rebelar.
Hoje necessito falar disso
Que deve ser mudado.
Ou jamais escreveria e
Manteria meu peito calado.
Boys Love Boys
Porque foges do amor?
Será por medo de amar?
Ou medo de sentir dor?
Não vês que só tens a ganhar?
Observo muita gente
com vergonha do amor,
coração que não sente
falta desse fulgor.
Eu por mim não tenho medo
nem vergonha sequer.
Não tenho nenhum segredo
sou apenas um homem.
Será por medo de amar?
Ou medo de sentir dor?
Não vês que só tens a ganhar?
Observo muita gente
com vergonha do amor,
coração que não sente
falta desse fulgor.
Eu por mim não tenho medo
nem vergonha sequer.
Não tenho nenhum segredo
sou apenas um homem.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
...
Por mais que queira
Transformar o amor num acto trivial
Contigo não consigo.
Foram demasiados belos os momentos,
Surpresas raras, sonhos impossíveis
Que tu me ofereceste.
E tudo isso que me deste
Nunca mais poderei esquecer.
Transformar o amor num acto trivial
Contigo não consigo.
Foram demasiados belos os momentos,
Surpresas raras, sonhos impossíveis
Que tu me ofereceste.
E tudo isso que me deste
Nunca mais poderei esquecer.
Cores
Busco nas cores...
A magia da essência...
Em letras e formas...
Traço nos versos...
O que a alma me segreda...
Sempre que atravesso as paredes...
Na sutileza de meu sentir...
Escrevo em acordes...
Tudo que quero pra mim...
Na chama da vela busco seu brilho...
Cruzo caminhos e não desespero...
Nesta noite cinzenta...
Que me roubou a magia...
Inverto esta história...
Enfrento a realidade...
E com amor desenho teus traços...
E em sonhos eu vou te reescrevendo...
Com frases que exalam teu cheiro...
E me fazem carinho como fantasias...
Na sutileza de meu sentir...
A magia da essência...
Em letras e formas...
Traço nos versos...
O que a alma me segreda...
Sempre que atravesso as paredes...
Na sutileza de meu sentir...
Escrevo em acordes...
Tudo que quero pra mim...
Na chama da vela busco seu brilho...
Cruzo caminhos e não desespero...
Nesta noite cinzenta...
Que me roubou a magia...
Inverto esta história...
Enfrento a realidade...
E com amor desenho teus traços...
E em sonhos eu vou te reescrevendo...
Com frases que exalam teu cheiro...
E me fazem carinho como fantasias...
Na sutileza de meu sentir...
...
Me vem o amor, sem explicação
Trazendo junto a dor que machuca meu pobre coração.
Será que um dia já existiu amor sem dor,
Sem saudades ou distancia?
Pois, que hoje,
Me ponho a querer chorar
Sentindo muita dor, saudade
Nessa imensa distancia.
Alguém já ouviu alguma história de amor
Que não tenha sofrimento para que o final seja feliz?
Eu nunca ouvi!
Será que todos os amores são assim?
Machucam, maltratam, e depois acabam bem?
Tomara que sim!
Eu não agüentaria se fosse ao contrário.
Pois que meu coração esta à sofrer.
Mas, com a esperança de
Ter nos braços, um dia,
Meu grande amor.
Trazendo junto a dor que machuca meu pobre coração.
Será que um dia já existiu amor sem dor,
Sem saudades ou distancia?
Pois, que hoje,
Me ponho a querer chorar
Sentindo muita dor, saudade
Nessa imensa distancia.
Alguém já ouviu alguma história de amor
Que não tenha sofrimento para que o final seja feliz?
Eu nunca ouvi!
Será que todos os amores são assim?
Machucam, maltratam, e depois acabam bem?
Tomara que sim!
Eu não agüentaria se fosse ao contrário.
Pois que meu coração esta à sofrer.
Mas, com a esperança de
Ter nos braços, um dia,
Meu grande amor.
...
Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e ir,
Hei-de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.
Viver é não conseguir.
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e ir,
Hei-de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.
Viver é não conseguir.
...
Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos
Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão
Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci
Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante
Já
Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas
Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar
Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei
Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos
Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão
Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci
Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante
Já
Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas
Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar
Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei
Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.
...
Estava pensando em algo para fazer;
E logo lembrei-me de você;
Seu sorriso..., Seu olhar...
logo começei a chorar.
Que amor é este;
Que nos faz parar;
E ao pensar na pessoa que mais amo;
Lágrimas começam a rolar.
É! a saudade é grande,
O mundo parece desabar;
Más a mim, nada pode abalar.
O mundo acabou;
O univérso parou;
nada mais restou;
Só o nosso amor.
Será que um dia você;
Você poderá entender???
Sem você ao meu lado;
não poderei viver.
E logo lembrei-me de você;
Seu sorriso..., Seu olhar...
logo começei a chorar.
Que amor é este;
Que nos faz parar;
E ao pensar na pessoa que mais amo;
Lágrimas começam a rolar.
É! a saudade é grande,
O mundo parece desabar;
Más a mim, nada pode abalar.
O mundo acabou;
O univérso parou;
nada mais restou;
Só o nosso amor.
Será que um dia você;
Você poderá entender???
Sem você ao meu lado;
não poderei viver.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
...
Acordo numa manhã nublada,olho para o lado da cama e...
Vazia...
Saudade meu amor de acordar e olhar para ti ainda a dormir,com essa carinha angelica beijar
teus lábios contigo ainda a dormir e o mais engraçado é k retribuis,mesmo meio a dormir...
Colocas o teu braço por cima de mim e eu agarro-me a ele cm se estivesse a agarrar a vida.
Sinto o aconchego do teu abraço sinto o carinho e segurança que me dás.
Abre os olhos meu amor e diz que me amas,que me keres loucamente que nunca me irás abandonar.
Hoje acordei sozinho sem a tua presença para me sossegar,hoje verto uma lágrima pois
só me apetece chorar.
Sinto uma dor no peito,dor de não te poder abraçar não te poder beijar,não poder agarrar
não poder te mimar.
Não poder sussurrar o quanto te quero amar.
Hoje é um dia assim um dia de saudade...
Mais um dia da minha vida...
Um de muitos da nossa futura vida..
Vazia...
Saudade meu amor de acordar e olhar para ti ainda a dormir,com essa carinha angelica beijar
teus lábios contigo ainda a dormir e o mais engraçado é k retribuis,mesmo meio a dormir...
Colocas o teu braço por cima de mim e eu agarro-me a ele cm se estivesse a agarrar a vida.
Sinto o aconchego do teu abraço sinto o carinho e segurança que me dás.
Abre os olhos meu amor e diz que me amas,que me keres loucamente que nunca me irás abandonar.
Hoje acordei sozinho sem a tua presença para me sossegar,hoje verto uma lágrima pois
só me apetece chorar.
Sinto uma dor no peito,dor de não te poder abraçar não te poder beijar,não poder agarrar
não poder te mimar.
Não poder sussurrar o quanto te quero amar.
Hoje é um dia assim um dia de saudade...
Mais um dia da minha vida...
Um de muitos da nossa futura vida..
Uma saudade
Uma saudade do tempo
Das horas da vida que passo
De tamanha crueldade
Em forma de lamento…
… É o tempo que perdi…
Ao tempo pedi que parasse
No olhar que deixei em ti
Mas a luz cedeu na tua face
E eu senti que te perdi…
… É o amor que deixei…
A sombra atrasada do passado
Fez-me ver o que não se vê
Num sonho muito apagado
Acordado por tudo o que se crê…
… É a fé que concebi...
A vida que dá sentido
A tudo que muda e renova
Acaso ou destino definido
Em outra manhã nova...
… É a esperança que criei...
Esta grande contradição
Deste poema vão e vazio
Com o verbo sem definição
De uma lágrima caída ao frio…
… É o mistério que descobri…
Um grito de Silêncio
Deixado neste momento…
É toda a porção medida,
É tudo o que chega na minha vida.
Das horas da vida que passo
De tamanha crueldade
Em forma de lamento…
… É o tempo que perdi…
Ao tempo pedi que parasse
No olhar que deixei em ti
Mas a luz cedeu na tua face
E eu senti que te perdi…
… É o amor que deixei…
A sombra atrasada do passado
Fez-me ver o que não se vê
Num sonho muito apagado
Acordado por tudo o que se crê…
… É a fé que concebi...
A vida que dá sentido
A tudo que muda e renova
Acaso ou destino definido
Em outra manhã nova...
… É a esperança que criei...
Esta grande contradição
Deste poema vão e vazio
Com o verbo sem definição
De uma lágrima caída ao frio…
… É o mistério que descobri…
Um grito de Silêncio
Deixado neste momento…
É toda a porção medida,
É tudo o que chega na minha vida.
~~ºº~~ Desejo ~~ºº~~
Desejo-te encontrar, no meio da multidão
Desejo-te ver, no vazio da solidão
Desejo-te ouvir, na melodia da canção
Desejo-te beijar, com gosto do coração
Desejo-te sentir , na volúpia da paixão
Desejo-te tocar, no desespero das mãos
Desejo-te escravizar, nas algemas do tesão
Desejo-te amar, na incoerência da razão
Desejo-te permitir, a mais insana emoção.
Desejo...desejo...desejo...
Desejo tornar visível o que me é proibido
Desejo tornar real o que me é permitido
Desejo recuperar o amor que me foi perdido.
Desejo usufruir o que me é concedido.
Desejo...desejo...desejo...
Desejo virar na cama e te encontrar
Desejo olhar o tempo e não lamentar
Desejo ver a realidade e sonhar
Desejo ter toda a vida pra te amar
Desejo-te ver, no vazio da solidão
Desejo-te ouvir, na melodia da canção
Desejo-te beijar, com gosto do coração
Desejo-te sentir , na volúpia da paixão
Desejo-te tocar, no desespero das mãos
Desejo-te escravizar, nas algemas do tesão
Desejo-te amar, na incoerência da razão
Desejo-te permitir, a mais insana emoção.
Desejo...desejo...desejo...
Desejo tornar visível o que me é proibido
Desejo tornar real o que me é permitido
Desejo recuperar o amor que me foi perdido.
Desejo usufruir o que me é concedido.
Desejo...desejo...desejo...
Desejo virar na cama e te encontrar
Desejo olhar o tempo e não lamentar
Desejo ver a realidade e sonhar
Desejo ter toda a vida pra te amar
...
Interessante nosso caso!
Nosso amor parece ter encontrado a pitada certa
O tempero no ponto exato,
Pois não é doce demais, tampouco salgado...
Ele é algo difícil de se explicar.
É como uma rosa que teima nascer entre pedras,
Desafiando o calor intenso e a falta d'água
Mas, depois de algum tempo, suas raízes encontraram solo fértil
Então, na calada da noite, cresceu e se tornou uma linda rosa...
Uma rosa que é rosa à noite e é azul de dia.
Um amor que cresceu sem se importar onde ia chegar
E chegou onde está, mais seguro, mais tranqüilo
mais maduro.
Um amor que une uma peixinha e um lobo
Um lobo que aprendeu a amar o mar
para poder chegar perto de sua amada!
Uma peixinha que, de teimosa, ensinou um lobo a amá-la
Estranhos os caminhos do amor!
Maravilhosos os efeitos deste amor dentro de nós!
Desejo a nós dois muito tempo para dividirmos,
Muito amor para gastar,
Muitos sorrisos e muitas gargalhadas,
Porque a vida, apesar de seus contratempos, é linda!
Muito mais linda com você junto de mim!
Com amor e carinho
Nosso amor parece ter encontrado a pitada certa
O tempero no ponto exato,
Pois não é doce demais, tampouco salgado...
Ele é algo difícil de se explicar.
É como uma rosa que teima nascer entre pedras,
Desafiando o calor intenso e a falta d'água
Mas, depois de algum tempo, suas raízes encontraram solo fértil
Então, na calada da noite, cresceu e se tornou uma linda rosa...
Uma rosa que é rosa à noite e é azul de dia.
Um amor que cresceu sem se importar onde ia chegar
E chegou onde está, mais seguro, mais tranqüilo
mais maduro.
Um amor que une uma peixinha e um lobo
Um lobo que aprendeu a amar o mar
para poder chegar perto de sua amada!
Uma peixinha que, de teimosa, ensinou um lobo a amá-la
Estranhos os caminhos do amor!
Maravilhosos os efeitos deste amor dentro de nós!
Desejo a nós dois muito tempo para dividirmos,
Muito amor para gastar,
Muitos sorrisos e muitas gargalhadas,
Porque a vida, apesar de seus contratempos, é linda!
Muito mais linda com você junto de mim!
Com amor e carinho
Eu e Vc...
Eu e Você
E nada mais,
Nem mais um sinal
Nem mais perguntas.
Eu e Você
Basta para se sentir feliz.
O mundo inteiro
Poderia parar e aplaudir Eu e Você,
Pois dançamos muito bem,
Não erramos nem um passo
Que a vida nos ensinou,
E que o amor aprovou.
Nada mais importa,
Basta Eu e Você
Para se escrever uma história,
Para saber o porquê
De tanta alegria.
Eu e você
E tudo fica perfeito
Tudo fica completo.
As notas da canção ficam
Fácieis para se aprender,
Para se tocar em um instrumento
Chamado coração.
Tudo é lindo e maravilhoso
Quando se diz:
Eu e Você!!!
E nada mais,
Nem mais um sinal
Nem mais perguntas.
Eu e Você
Basta para se sentir feliz.
O mundo inteiro
Poderia parar e aplaudir Eu e Você,
Pois dançamos muito bem,
Não erramos nem um passo
Que a vida nos ensinou,
E que o amor aprovou.
Nada mais importa,
Basta Eu e Você
Para se escrever uma história,
Para saber o porquê
De tanta alegria.
Eu e você
E tudo fica perfeito
Tudo fica completo.
As notas da canção ficam
Fácieis para se aprender,
Para se tocar em um instrumento
Chamado coração.
Tudo é lindo e maravilhoso
Quando se diz:
Eu e Você!!!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
...
Quando cheguei aqui, sentia-me só, faltava algo em mim. Não sabia o que poderia ser; Um vazio enorme, que nenhuma loucura poderia preencher!
Sempre me achei incompleto, sempre faltou algo em meu coração, um pedaço que procurei pelas esquinas da vida.
Me iludi, enganando meu coração ao procurar em outros rostos aquilo que nem eu mesmo sabia, até que o espelho me disse para desistir.
Apesar de inconformado, aceitei e não persisti nesta procura, talvez meu pedaço não existisse. Seria fruto de minhas ânsias, de meus sonhos!...
Mas eis que aparece o destino, intrépido e moleque como ele só. Sem me dizer nada, no seu silêncio eterno, me trouxe você, tão carente e imperfeita como eu.
Aos poucos, aprendemos com nossos erros, aprendemos a ver o belo nas nossas imperfeições. Somos duas almas imperfeitas, somos almas de nossas almas, nossas imperfeições se completam.
Compreendi que o amor é ilógico, não tem idade, não tem tempo para acontecer. Não tem lugar, nem se submete a nenhuma regra. Sua única regra é ser, custe o que custar
Ah! o amor! Esta energia sem fronteiras! Nos acalenta e nos transforma o modo de viver. Esta agonia dentro de minha alma, somente termina quando você está ao meu lado! Somente ao teu lado meu coração se acalma. Somente ao teu lado eu me completo...
Sempre me achei incompleto, sempre faltou algo em meu coração, um pedaço que procurei pelas esquinas da vida.
Me iludi, enganando meu coração ao procurar em outros rostos aquilo que nem eu mesmo sabia, até que o espelho me disse para desistir.
Apesar de inconformado, aceitei e não persisti nesta procura, talvez meu pedaço não existisse. Seria fruto de minhas ânsias, de meus sonhos!...
Mas eis que aparece o destino, intrépido e moleque como ele só. Sem me dizer nada, no seu silêncio eterno, me trouxe você, tão carente e imperfeita como eu.
Aos poucos, aprendemos com nossos erros, aprendemos a ver o belo nas nossas imperfeições. Somos duas almas imperfeitas, somos almas de nossas almas, nossas imperfeições se completam.
Compreendi que o amor é ilógico, não tem idade, não tem tempo para acontecer. Não tem lugar, nem se submete a nenhuma regra. Sua única regra é ser, custe o que custar
Ah! o amor! Esta energia sem fronteiras! Nos acalenta e nos transforma o modo de viver. Esta agonia dentro de minha alma, somente termina quando você está ao meu lado! Somente ao teu lado meu coração se acalma. Somente ao teu lado eu me completo...
Branco
Hoje senti
que queria o mundo branco,
branca a folha do jornal
escrita a tinta branca.
Um véu branco
em rosto encoberto.
Sentir a noiva de branco,
antes de ser desflorada.
O branco da primeira comunhão,
Com a hóstia de pão ázimo, consagrada .
Atirar pétalas de rosas brancas,
ao soldado que bandeira branca ergue ao alto.
Ler o em linhas brancas ódio e a ambição
e tornar livre o Homem dessa escravidão.
Queria ter a pomba branca a saltar
das minhas mãos e livre voar.
Um mar branco de águas,
para banhar meu corpo em anáguas.
Sentir o cheiro do branco dos lençóis lavados,
antes de uma noite de amor.
Ter numa folha branca este poema escrito
com palavras gravadas em branco de êxito.
Como eu queria ter um coração branco
e pintar uma lágrima branca numa tela cã.
Hoje surgiram palavras cruzadas em areia branca,
sorrisos trocados em murmúrios brancos,
a ternura, a respiração que se escuta em asas brancas.
O branco e só o branco e mais branco queria,
a reflectir todas as cores deste dia.
Só para te sentir de branco...
que queria o mundo branco,
branca a folha do jornal
escrita a tinta branca.
Um véu branco
em rosto encoberto.
Sentir a noiva de branco,
antes de ser desflorada.
O branco da primeira comunhão,
Com a hóstia de pão ázimo, consagrada .
Atirar pétalas de rosas brancas,
ao soldado que bandeira branca ergue ao alto.
Ler o em linhas brancas ódio e a ambição
e tornar livre o Homem dessa escravidão.
Queria ter a pomba branca a saltar
das minhas mãos e livre voar.
Um mar branco de águas,
para banhar meu corpo em anáguas.
Sentir o cheiro do branco dos lençóis lavados,
antes de uma noite de amor.
Ter numa folha branca este poema escrito
com palavras gravadas em branco de êxito.
Como eu queria ter um coração branco
e pintar uma lágrima branca numa tela cã.
Hoje surgiram palavras cruzadas em areia branca,
sorrisos trocados em murmúrios brancos,
a ternura, a respiração que se escuta em asas brancas.
O branco e só o branco e mais branco queria,
a reflectir todas as cores deste dia.
Só para te sentir de branco...
...
Encontro-me mais uma vez à beira do abismo sem saber o que fazer, o que dizer ou como agir. O meu castelo de sonhos, esperanças e risos de criança desmoronou por completo. Só sobraram ruínas, escombros e pedaços lamacentos e encobertos pela névoa. Não há mais por onde lutar. Querer ser alguém é algo que se tornou inteiramente impossível. A loucura da depressão ganha terreno e nem os pequenos momentos de felicidade atenuam-na. Estou perdida por entre nevoeiro e neblina escura, cantando o fim e a solidão. Os jardins de meu pensamento secaram ao toque da realidade. Os sepulcros que outrora se encontravam distantes, hoje aproximam-se chamando-me para perto das almas danadas que em tempos choraram o mesmo sangue que eu. Não há mais lugar para mim. Não há mais forças nem mais esperanças. Quero viver cantarolando e rindo ao longo de prados e planícies, ser a criança pura e ingénua, aberta a todas as sensações e a todos os sonhos de outrora. Mas é incompreensível que depois de tantos anos me sinta acabada. Morta e exausta de tanta luta por nada. De tanto sofrimento por vazio...
Baixo as mãos e ergo os olhos até ao céu. Escuro e triste, silencioso e ausente, vejo o futuro ali estampado. É o que me resta. O vazio e a ausência. A tristeza e a demência. Para sempre ser errante... perturbando a paz desta voz que caminha e caminha, perseguindo o mesmo destino: a morte do sentido e a fuga deste corpo...
Baixo as mãos e ergo os olhos até ao céu. Escuro e triste, silencioso e ausente, vejo o futuro ali estampado. É o que me resta. O vazio e a ausência. A tristeza e a demência. Para sempre ser errante... perturbando a paz desta voz que caminha e caminha, perseguindo o mesmo destino: a morte do sentido e a fuga deste corpo...
In the Rain
Uma gota de chuva
Ficou presa pelo fio
Faiscando a luz do sol
Até se evaporar
Tive pena daquela gota pequena
Que por alguns instantes
Brilhou mais
Que o mais puro brilhante
Para em seguida se apagar...
Quanta gente existe no mundo
Que alardeia virtudes
Que são como gotas de chuva
De efêmero brilhar
Quantas coisas sonhamos
Um dia poder realizar
Porém,como as gotas de chuva
Os sonhos se desfazem
Ao despertar...
Ficou presa pelo fio
Faiscando a luz do sol
Até se evaporar
Tive pena daquela gota pequena
Que por alguns instantes
Brilhou mais
Que o mais puro brilhante
Para em seguida se apagar...
Quanta gente existe no mundo
Que alardeia virtudes
Que são como gotas de chuva
De efêmero brilhar
Quantas coisas sonhamos
Um dia poder realizar
Porém,como as gotas de chuva
Os sonhos se desfazem
Ao despertar...
BitterSweet
Não foi fácil aquele nosso encontro.
Foram muitos os dias repletos de aflição.
E a longa espera que sufocou, pouco a pouco,
Fez a tua alma explodir a grande emoção.
Chegaste quieta, talvez envergonhada,
De ti, de mim, da nossa situação.
Fomos a um bar tentar encontrar a saída,
Para nos aliviar de toda aquela tensão.
Em instantes, a bebida gelada já descia no peito
Que ardia dentro de ti, em brasa, por um amor.
Ao teu sorriso emprestei-lhe um beijo,
Para acalmar o receio de teu temor.
Nos teus olhos eu encontrei um e outro,
Doce pedaço de um passado que ficou.
Lembranças de tempos felizes, agora oco,
Escritas com lápis, que uma borracha apagou.
Notei desfazer-se, tão facilmente, a tua imagem,
Da tua face de dor (a mais profunda desta vida).
Eu, com algum calor, quis transformar a paisagem,
Trocamos os copos da bebida servida.
Porque perdida naquele bar te vi cabisbaixo,
Para ti o elixir do álcool forte na poção gelada.
E para mim o licor que gotejava pela tua face abaixo,
Cocktail de uma e outra lágrima doce e salgada.
Foram muitos os dias repletos de aflição.
E a longa espera que sufocou, pouco a pouco,
Fez a tua alma explodir a grande emoção.
Chegaste quieta, talvez envergonhada,
De ti, de mim, da nossa situação.
Fomos a um bar tentar encontrar a saída,
Para nos aliviar de toda aquela tensão.
Em instantes, a bebida gelada já descia no peito
Que ardia dentro de ti, em brasa, por um amor.
Ao teu sorriso emprestei-lhe um beijo,
Para acalmar o receio de teu temor.
Nos teus olhos eu encontrei um e outro,
Doce pedaço de um passado que ficou.
Lembranças de tempos felizes, agora oco,
Escritas com lápis, que uma borracha apagou.
Notei desfazer-se, tão facilmente, a tua imagem,
Da tua face de dor (a mais profunda desta vida).
Eu, com algum calor, quis transformar a paisagem,
Trocamos os copos da bebida servida.
Porque perdida naquele bar te vi cabisbaixo,
Para ti o elixir do álcool forte na poção gelada.
E para mim o licor que gotejava pela tua face abaixo,
Cocktail de uma e outra lágrima doce e salgada.
Escreva-me
Escreve-me...
Pede a brisa para trazer-me tuas palavras
E, permitirei a ela beijar-me os lábios d'alma
No ondear de cada entardecer
Que transborda lembranças
Desaguando saudade...
Escreve-me...
Nas cores de cada amanhecer,
em raios que iluminam as frestas da tua ausência
Luzindo o vívido sorriso que embala sonhos
Sussurros e desejos...
A brincar neste coração, segredos...
Escreve-me...
Em aromas que passeiam flores,
Talvez num cheiro de fruta proibida
Exalando o suor da terra molhada
Trazendo-te mistérios
Desvendando malícias do tempo
Escreve-me...
Quem sabe assim eu possa ouvir o silêncio do teu nome
Envolto num lume de horizontes
Na vigília da esperança que evoca a saudade...
Escreve-me...
Assim não encontro a certeza da tua ausência.
Pede a brisa para trazer-me tuas palavras
E, permitirei a ela beijar-me os lábios d'alma
No ondear de cada entardecer
Que transborda lembranças
Desaguando saudade...
Escreve-me...
Nas cores de cada amanhecer,
em raios que iluminam as frestas da tua ausência
Luzindo o vívido sorriso que embala sonhos
Sussurros e desejos...
A brincar neste coração, segredos...
Escreve-me...
Em aromas que passeiam flores,
Talvez num cheiro de fruta proibida
Exalando o suor da terra molhada
Trazendo-te mistérios
Desvendando malícias do tempo
Escreve-me...
Quem sabe assim eu possa ouvir o silêncio do teu nome
Envolto num lume de horizontes
Na vigília da esperança que evoca a saudade...
Escreve-me...
Assim não encontro a certeza da tua ausência.
Never
Nunca deveria ter olhado
o teu olhar castanho deslumbrante
apenas deveria ter ficado calado
a sonhar teu sorriso lentamente
e torna-lo só meu apenas para sempre
o teu olhar castanho deslumbrante
apenas deveria ter ficado calado
a sonhar teu sorriso lentamente
e torna-lo só meu apenas para sempre
...
Mais um coração quebrado.
Mais um corpo abandonado.
Mais um buraco sendo cavado.
Mais uma esperança findada.
Fazemos coisas sem pensar. Fazemos coisas para machucar.
A solidão faz no arrependermos. O desejo faz nos machucarmos.
A vida faz agente pensar em cada minuto perdido. Em cada palavra não dita.
Mas hoje não adianta chorar. Não podemos voltar para aquele maio.
Nem pensar naquele outono. Não podemos voltar aquele primeiro encontro.
Você pode parecer estranho aos meus olhos, mas aquilo nunca vai poder ser esquecido.
Fale agora, sem hesitações. Diga que se lembra.
Diga que tudo aquilo não foi um sonho.
Estarei te esperando no jardim, como nos tempos antigos.
Me perdoe. Diga que se lembra. E partirei.
Obstáculos vão ser quebrados quando você disser:
SIM, eu lembro.
Mais um corpo abandonado.
Mais um buraco sendo cavado.
Mais uma esperança findada.
Fazemos coisas sem pensar. Fazemos coisas para machucar.
A solidão faz no arrependermos. O desejo faz nos machucarmos.
A vida faz agente pensar em cada minuto perdido. Em cada palavra não dita.
Mas hoje não adianta chorar. Não podemos voltar para aquele maio.
Nem pensar naquele outono. Não podemos voltar aquele primeiro encontro.
Você pode parecer estranho aos meus olhos, mas aquilo nunca vai poder ser esquecido.
Fale agora, sem hesitações. Diga que se lembra.
Diga que tudo aquilo não foi um sonho.
Estarei te esperando no jardim, como nos tempos antigos.
Me perdoe. Diga que se lembra. E partirei.
Obstáculos vão ser quebrados quando você disser:
SIM, eu lembro.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
será que existe? Será que tu?
Existe nesta noite um silêncio
a unir o nosso olhar.
Este instante entre a palavra
não dita e este silêncio
fere um amor não começado
em vazio de leve iminência.
Eu sei que te amo só esta vez
e por ti percorro toda a distância
entre o teu silêncio e o meu.
Quando chego repousas as palavras
e falamos calados unindo os lábios
Neles leio um poema de fogo
e no respirar do som da noite
escuto o perfume de teu corpo.
Olho-te outra vez nos teus olhos
a cintilar o alvoroço ávido do amor
deito-me contigo no leito dos anjos
e adormeço na noite dos sentidos
até ao acordar da madrugada dos sonhos
Mas perdi a chave do teu quarto
ai permanecerei prisioneiro invisível
tenho demasiado corpo e alma
terei que viver à beira do meu ser
a sentir o odor da carne amada
a calma de uma outra vida
(absinto corrosivo de sonhos)
no livro que tens ao teu leito
e diante de ti todas as noites
dou-te a última palavra e o último olhar
até ao apaziguante bálsamo da madrugada
no suave recontro dos líquidos deslizantes
que espreguiçam teu corpo nu nos lençóis
e em silêncio digo ao teu sedutor olhar
- Eis-me aqui sempre, eu vim por ti!.
Será o sonho ou apenas o silêncio a falar por mim?
Ouço uma voz do além-vida
a tentar chamar por mim
Será que existe, será que és tu?
a unir o nosso olhar.
Este instante entre a palavra
não dita e este silêncio
fere um amor não começado
em vazio de leve iminência.
Eu sei que te amo só esta vez
e por ti percorro toda a distância
entre o teu silêncio e o meu.
Quando chego repousas as palavras
e falamos calados unindo os lábios
Neles leio um poema de fogo
e no respirar do som da noite
escuto o perfume de teu corpo.
Olho-te outra vez nos teus olhos
a cintilar o alvoroço ávido do amor
deito-me contigo no leito dos anjos
e adormeço na noite dos sentidos
até ao acordar da madrugada dos sonhos
Mas perdi a chave do teu quarto
ai permanecerei prisioneiro invisível
tenho demasiado corpo e alma
terei que viver à beira do meu ser
a sentir o odor da carne amada
a calma de uma outra vida
(absinto corrosivo de sonhos)
no livro que tens ao teu leito
e diante de ti todas as noites
dou-te a última palavra e o último olhar
até ao apaziguante bálsamo da madrugada
no suave recontro dos líquidos deslizantes
que espreguiçam teu corpo nu nos lençóis
e em silêncio digo ao teu sedutor olhar
- Eis-me aqui sempre, eu vim por ti!.
Será o sonho ou apenas o silêncio a falar por mim?
Ouço uma voz do além-vida
a tentar chamar por mim
Será que existe, será que és tu?
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