Ausência que aviva
a dor silênciosa
por entre tempestades
caídas e assoladas
no sufoco
destemido
gritado no pesadelo
que pela noite varre,
deixando-me no lago cavernoso
das lágrimas desfeitas
por cálculos incompletos
de verdades em mentiras,
esgueirando por entre dedos
que a suavidade
esquece.
Escolhi este caminho?
Alma andarilha...
peregrina,
ermita
dum futuro
atolado
que incremento
sem discernimento
pelo desejo
de recomeçar
sem o ter de acabar!
sábado, 11 de dezembro de 2010
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