Companheira da Lua,
Ela chega com a noite.
Entra em nossa mente
E revira-nos os pensamentos.
Se apodera de nós e nem o cansaço a aflige.
Ela é dona da noite, do corpo e da mente.
Os infelizes que a conhecem
Procuram armas para a enfrentar.
Mas nada resulta diante da tal,
Acordados vão ficar,
Esperando, desesperados, que o cansaço a vença.
Se ela se for embora, quase sempre de madrugada,
Aí sim vão poder dormir
Por fim o sono do justo.
Vão desejar, não voltar a cruzar
A implacável insónia.
sábado, 11 de dezembro de 2010
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