segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

a Raiz da Loukura

O QUE É LOUCURA?



Esta é a questão!



Para mim é mais fácil dizer o que não é!...

Prefiro apenas afirmar que tudo o que não é amor surta o coração humano!

Este é um dos modos mais simples que existem de afirmar o que seja saúde mental e emocional em contraposição ao que seja loucura.

E de onde me vem tal certeza?

Ora, ela vem de minha loucura, de meu surto, digo eu.

E que surto é esse? — indaga você, numa conversa entre malucos.

Respondo: É o surto da fé no Deus que é amor!

Assim, por isto, declaro que tudo que não seja amor enlouquece o homem!

Paixão, pathos, é loucura, é surto... — não é amor.

Tudo o que não é amor é paixão disfarçada de amor; é a cobiça de mascaras; é o desejo egoísta travestido de qualquer cara; é mentira se fazendo passar por vontade.

Mais do que ninguém Paulo adverte contra as “paixões”. Paixões da carne e paixões deste mundo ou Era.

Assim, ele nos fala que vaidade, orgulho, cobiça, soberba, busca de poder, dinheiro, ou influencia; bem como todo culto à força, à fama, ao nome, à imagem ou à estética — são paixões.

Você pode saber o quanto as suas impressões da realidade estão falsificadas avaliando honestamente o volume de suas paixões, fixações ou cobiças.

Sim! E inclua em tal verificação também o volume de seus ciúmes, apegos, sentimentos de posse, passionalidade relacional e tudo quanto fizer de um outro o seu objeto de desejo e posse, ou de culto e entrega totais.

Diga-me qual é a sua maior paixão e qual o volume de sua entrega a ela, e direi a você o tamanho de sua loucura.

Desse modo fica muito fácil dizer que a maioria de nós enxerga pelo olhar da loucura de suas próprias paixões, o que faz cegar o entendimento e a percepção.

Andar segundo as paixões é andar segundo a alma. A alma é paixão. Paixão para o céu ou para o abismo. Mas é paixão.

Deixar-se levar pela alma é permitir-se conduzir pelas mãos da loucura!

O amor é espírito. O amor é verdade. O amor é justiça. O amor não é dono de nada. O amor se dá. O amor é.

Somente a serviço do amor no espírito a alma pode ser alma não enlouquecida.

A decisão que se tem que tomar, portanto, é simples: ou se vive do culto às nossas paixões, mergulhando na loucura e na falsificação das emoções e das percepções, ou, então, entrega-se o olhar ao que seja amor conforme Deus, e, desse modo, preserve-se a mente sã e lúcida, sempre capaz de voltar-se sobre si mesma em arrependimento e renovação do entendimento.

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