Onde poderei começar,
meu sentimento contar?
Que palavras vos direi?
Escreve-las agora não sei.
O sentido das palavras
de mim eu me desavim,
não as deixo sair das larvas,
podendo me vingar assim.
Queixar-me agora não sei,
seria tudo mal contado
- tudo o que antes pensei,
no silêncio foi levado.
É certo este meu fim,
a parte alguma irei,
a caneta foge de mim.
Onde será que errei?
Não sei o quê - ou quem é
causador de tudo isto,
talvez a minha falta de fé
nas palavras que não avisto.
Não ficou palavra alguma
desta vez para escrever
irei acabar só com uma,
não se pode ler – nem ver.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
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