T R I S T E Z A”
Mata-me com o teu machado
Como se quebrasses uma arvore
Que imponente olha o céu
Rasga o meu coração
Como se eu fosse uma doninha
A perturbar o teu agitado sono
Na dormência do seu soluçar
Mata-me…
Para que eu possa ressuscitar!
Porque sempre que ouvires o vento
Zumbir levemente na tua vidraça
Ouvirás a minha voz dormente
A falar da minha ausência!
Porque sempre que ouvires o mar
Na sagacidade do teu silêncio
Será o meu olhar mais triste
A iluminar o teu pensamento.
Mata-me com o teu machado
Como se eu fosse uma águia
Que cega morre entre a folhagem
Rasga a minha alma
Como se eu fosse a neblina
Ofuscando a beleza da paisagem
quarta-feira, 6 de abril de 2011
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