sexta-feira, 8 de abril de 2011

Menino frágil
Nem sempre...
finge

Pureza nos sentimentos
Do menino sufocado
Por anseios e devaneios
Tão longínquos
Adormecidos
Esquecidos...

Agora atiçados
Pelo desejo despertado
Por um simples olhar frio

Enlouquecido, enfurecido
descobre a ansiedade
Que estava encolhido
Na sua alma virgem
De emoções perturbadoras

Com seus olhos
Cor de amêndoas doces
seduz e hipnotiza

E faz qualquer um tentar descobrir
O que aquele olhar indecifrável
Quase esfíngico clama e,
involuntariamente
absorvidos por aquela falsa calmaria
surta a todos que a segue

Seu olhar sempre ta apontado
rumo as estrelas
Ousada se perde...
Como o meteorito
Que acabou de cruzar o céu...

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