Eu profundo
De minhas entranhas se revela o profundo.
Fujo do mundo para não me ver inteira
Sem a proteção segura de minha carapuça.
O espelho me assusta.
Tenho que me reconhecer nele,
Mas meus olhos continuam fechados.
Quero voltar ao obscuro precipício onde me refugio
Todas as vezes que preciso enfrentar minhas verdades.
Me revelar agora já é tarde.
Preciso voltar a minha insanidade.
Esse retorno, embora doloroso, se faz necessário.
Visto então a armadura que sempre me protegeu
E mergulho de volta ao meu verdadeiro eu.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
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