quinta-feira, 7 de abril de 2011

Medo

Medo

Veio mascarado. Medonho!
Não se sabe como
Instalou-se
Espalhou-se...
E o vermelho da entrega se fez
Amarelo. De medo.
Consigo trouxe a incerteza
Já certa do amanhã,
A insensatez, outrora, trancada
O abalo do que era crença
A instabilidade do estável
A infinitude do instante
A concretude do efêmero
O mitificar do amor
O desmistificar do pecado
A evocação do sagrado
E o descompasso
E as arritmias...
E os versos que nascem
De mim...

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