sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cálido verão

Tarde quente.
- Desejo ardente.
Lábios vermelhos,
em beijos perdidos,
por entre as planícies.

Amor que se derrete
por entre o mel
escorrendo no teu ser,
de morango encarnado,
no teu umbigo untado.

Volúpia latejante
em constante frenesim,
agora sim, vem até mim:
quero-te assim
homem de mitos
fazendo ciúmes ao infinito.

Uivos do sol,
que chamam a noite,
a esconder teus peito,
- esperando as mãos
frescas de desejos.

Perfilam beijos
e sexo de amante,
nesta tarde quente
de cálido Verão

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